Anotem meu nome
Não tenho preguiça;
o mal é fraqueza
de quem não consome.
Anotem meu nome:
Fome.
o mal é fraqueza
de quem não consome.
Anotem meu nome:
Fome.
Eduardo Alves da Costa, Poesia Reunida, pg. 82 (Geração Editorial)
As realidades da alma, por não serem visíveis e paupáveis, não deixam de ser realidades. (Os Miseráveis, Victor Hugo)

J. C. Ismael. Sócrates e a arte de viver, p. 87 (Ágora)

Imaginem um rapaz correndo de moto numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o caminhão irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é, quase sempre, uma irresponsabilidade, somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.
“O Vendedor de Passados", de José Eduardo Agualusa.