sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ela não parecia mais atormentada, mas, olhando seus olhos de perto, era possível ver a energia fugidia. Tinham a expressão de quem estava constantemente procurando alguma coisa ou esperando alguém que nunca chegaria. E embora lhe tivessem dito que ela tinha belos cabelos, ou belas mãos, ou belas pernas, as pessoas nunca diziam nada sobre seus olhos.

Uma vida interrompida, Alice Sebold.

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