terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Ri-te da noite, 
do dia, da lua, 
ri-te das ruas
tortas da ilha, 
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama, 
mas quando abro 
os olhos e os fecho, 
quando meus passos vão, 
quando voltam meus passos, 
nega-me o pão, o ar, 
a luz, a primavera, 
mas nunca o teu riso, 
porque então morreria. 

Pablo Neruda

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