“Escreva
minha filha, escreva. Quando estiver entediada, nostálgica, desocupada,
neutra, escreva. Escreva mesmo bobagens, palavras soltas. Experimente
fazer versos, artigos, pensamentos soltos. Descreva, como exercício, o
degrau da escada do seu edifício (saiu um verso sem querer). Escreva
sempre, mesmo para não publicar. E principalmente para não publicar. Não
tenha a preocupação de fazer obras primas; que de a muito já perdi, se é
que um dia a tive. Mas só e simplesmente escrever, se exprimir,
desenvolver um movimento interior que encontre em si próprio sua
justificação…”
Carlos Drummond de Andrade

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